Foto: Lizi Dalenogari

Acontece nesta sexta-feira(6) em Iporá, o esperado julgamento pelo tribunal do júri popular da comarca de um acusado de homicídio em 2017. Foi morta com um tiro Vanessa Camargo, grávida. O marido Horácio Rozendo de Araújo Neto, um homem que frequentava uma igreja evangélica, é o acusado. O juiz Wander Soares Fonseca, presidirá o julgamento que reverá contar com dois advogados na assistência de acusação: João Antonio Francisco e Ismerino Roriz, e na defesa do acusado estará o advogado Palmestron Cabral.

O Juiz Wander Soares Fonseca em contato com nossa reportagem informou que não se pronunciará sobre o assunto no momento e disse que o julgamento terá transmissão simultânea justamente para  evitar aglomerações e em atenção aos protocolos de proteção, evitando disseminação do novo coronavírus. O julgamento será realizado conforme as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) bem como do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), para prevenir o contágio da Covid-19. Além do uso obrigatório de máscaras de proteção, deverá ser respeitado o distanciamento de 1,80 metro de uma pessoa da outra dentro do Tribunal do Júri bem como no pátio do Fórum. Também está proibida a presença do público externo, haja vista as medidas de proteção adotadas para a realização do júri, com a presença somente do juiz, secretário do júri, promotor, defensores, assistentes de acusação, jurados, testemunhas, acusados e escolta prisional.

Vanessa Camargo Soares foi morta no dia 31 de julho de 2017 em uma estrada vicinal do município. Na ocasião, o empresário disse que viajava de carro com a mulher e o filho do casal, de 2 anos, quando foram abordados por dois homens em uma moto.

O esposo que dirigia o veículo, parou e um dos suspeitos assumiu a direção. Ele afirma em depoimento que a vítima discutiu com o rapaz e levou um tiro na cabeça. No entanto, a polícia civil acredita que o suspeito teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento e por ele não querer dividir o patrimônio em provável divórcio.

(Texto: Arianne Lopes – Centro de Comunicação Social do TJGO)