Tribunal do Juri da Comarca de Iporá julgou e condenou ontem a 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, o réu Virdilino Diego Ferreira pela morte de sua amásia Sand Maquele Ferreira Castro Silva.

Foi o primeiro caso de feminicídio que passou pelo júri popular na comarca (Iporá, Amorinópolis, Diorama), “essa qualificadora foi incluída no código penal em 2015, quando os deputados entenderam a necessidade dessa qualificadora em razão do crescimento de casos envolvendo violência doméstica e familiar, explicou o promotor de justiça Cauê Ponce que atuou na acusação. Antes os casos, hoje caracterizados de feminicídio, eram tidos como homicídios.

Virdilino disparou um tiro de revolver calibre 32 contra Sand Maquele, atingiu a região do rosto e provocou-lhe a morte em 20 de outubro de 2018 na residência do casal, rua São João, Jardim Monte Alto, periferia de Iporá.

A condenação foi por homicídio qualificado/feminicídio e a pena poderia ir de 12 a 30 anos e foi dosada pelo juiz Wander Soares Fonseca que presidia em 15 anos. A defesa do acusado foi feita pelo advogado Samuel Pereira de Goiânia e na acusação o promotor de Justiça Cauê Ponce. O promotor avaliou que a condenação contemplou o pleito do ministério público, um caso lamentável que ainda ocorre, disse.

O Juiz que presidiu o júri, Wander Soares Fonseca, chegou a se emocionar diante do condenado, do corpo de jurados, parentes do autor, acadêmicos do curso de direito e, de populares, que assistia. O Magistrado tem sempre dito que é cristão, embaixador de Cristo, (membro da igreja Assembleia de Deus) e que por isso tem uma sensibilidade nesses casos. Ele admitiu as dificuldades em condenar uma pessoa por ser cristão, sabendo ele que teremos no fim a justiça de Deus.

Reportagem: Pedro Claudio – DRT/GO 1538 – Rádio Rio Claro

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