Muitas informações em Iporá, e até críticas à justiça em grupo de WhatsApp, dando conta que homem condenado há mais de 30 anos de prisão pela morte da esposa grávida em Iporá estaria solto, são noticias infundadas, conforme verificou nossa reportagem. As pessoas estão confundindo parecer favorável de um procurador. O Habeas Corpus impetrado pela defesa de Horácio Rozendo de Araújo Neto ainda não foi julgado, está marcado para o dia 03 de dezembro de 2020, a partir das 13 horas, para decidir quanto a sua liberdade. Esse julgamento será em Goiânia.

O procurador de justiça Altamir Rodrigues Vieira Junior, em seu parecer, foi favorável a concessão de liberdade de Horácio, por falta de fundamentação e de que a prisão não poderia ser executada de forma automática. O advogado de acusação João Antônio Francisco, manifestou no Habeas Corpus sustentando pela manutenção da prisão, fazendo críticas ao procurador do Ministério Público, alegando de que a lei teve uma alteração recente que permite que seja executada a pena para o condenado pelo tribunal do júri em pena superior a 15 anos. No entanto, o procurador de justiça pediu para não seja admitida a intervenção da assistência de acusação, já que, segundo ele, no Habeas Corpus não se pode ter intervenção de terceiros. O habeas corpus decide somente quanto a liberdade de Horácio, que será decidido no dia 03 de dezembro. Mas quanto ao processo em que ele foi julgado, tanto a defesa como a assistência de acusação, interpuseram recurso. A defesa pede a anulação do júri, e a assistência de acusação sustenta pelo aumento da pena. Horácio foi condenado em uma pena total de 30 anos e 20 dias, sendo que será cumprido 29 anos, 06 meses e 20 dias de reclusão pelo feminicídio e aborto em regime fechado, e 06 meses de detenção por fraude processual.